Ricardo Montenegro

Os Efeitos da Doença de Alzheimer nas Habilidades de Comunicação e Linguagem

Os Efeitos da Doença de Alzheimer nas Habilidades de Comunicação e Linguagem

Entendendo a Doença de Alzheimer

Como muitos de vocês sabem, a doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente as habilidades cognitivas e a memória. No entanto, um aspecto dessa doença complexa que muitas pessoas podem não estar cientes é o impacto que ela tem nas habilidades de comunicação e linguagem. Como Ricardo, este é um tópico bastante próximo do meu coração, já que o meu avô, uma vez um orador eloquente e perspicaz, luta com os efeitos do Alzheimer em sua comunicação. Vamos adentrar nessa questão de uma maneira amigável, embasada em fatos e ainda com um toque de humor. Afinal de contas, um pouco de humor nunca faz mal, certo?

Os Efeitos Primários do Alzheimer na Comunicação

Já se perguntou por que seu avô de repente confunde as palavras? Ou a razão pela qual a vovó repete a mesma história várias vezes? Para entender completamente, precisamos primeiro entender o que está acontecendo no cérebro. As células cerebrais da pessoa que sofre de Alzheimer, devido à doença, começam a se deteriorar e morrer. Isso resulta na perda de habilidades cognitivas e na falha em acessar ou formar memórias. Olhando o lado positivo, até que desenvolvam um método para ver diretamente as células do cérebro, não precisamos nos preocupar mais com os "bad hair days".

A Perda do Uso Adequado da Linguagem

Um dos efeitos mais prevalentes do Alzheimer na comunicação é a alteração na capacidade de usar a linguagem adequadamente. Os indivíduos podem perder a habilidade de lembrar palavras específicas, levando a dificuldades em expressar pensamentos ou respostas. Em outros casos, eles podem substituir palavras erradas, tornando sua fala difícil de entender. Não é exatamente como seu tio Beto depois de algumas cervejas, mas você entendeu a ideia.

Dificuldade em Seguir ou Entrar em Conversas

Para muitos indivíduos com Alzheimer, acompanhar uma conversa ou até mesmo iniciar uma pode se tornar uma tarefa árdua. A perda de memória a curto prazo pode fazer com que esqueçam o que estavam falando. Confundir facilmente as palavras ou esquecer o significado de palavras familiares pode também tornar o processo de conversação mais como tentar decifrar um código secreto. Tente imaginar como seria se comunicar apenas com memes da internet, complicado, certo?

Comunicação Não Verbal e Comportamento Social

Além das dificuldades de linguagem e conversação, os efeitos do Alzheimer também podem ser vistos na comunicação não verbal e no comportamento social. Coisas que antes pareciam naturais, como reconhecer expressões faciais ou manter o contato visual, podem ser esquecidas. O comportamento social também é afetado, já que a capacidade de entender a etiqueta social pode desaparecer. É como se a mente decidisse tirar umas "férias permanentes" em relação às regras sociais que conhecemos e seguimos.

Agora que já falamos sobre os efeitos da doença Alzheimer nas habilidades de comunicação e linguagem, é importantíssimo ressaltar que cada pessoa é única, assim como a maneira que a doença se manifesta. Isso significa que enquanto uma pessoa pode ter dificuldade em lembrar palavras, outra pessoa pode esquecer completamente sua língua nativa.

Ainda que seja uma doença difícil, que demanda muita paciência e empatia de quem convive com o paciente, o Alzheimer não diminui a capacidade do indivíduo de sentir emoções, logo, gestos de carinho e palavras de conforto sempre terão o seu valor. E quem sabe, esses momentos não se tornem memórias de aconchego que resistirão por mais tempo na mente do paciente?

Por fim, é importante lembrar que a pesquisa e estudos para tratamento e cura desta doença continuam progredindo. Quem sabe um dia não venhamos a falar do Alzheimer como uma doença do passado? É o que todos nós esperamos. Até lá, vamos seguindo, nos adaptando e cuidando uns dos outros

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Comentários (20)
  • Issa Omais

    Lembrei do meu avô. Ele parou de usar a palavra 'cachorro' e passou a chamar de 'aquele bicho que late e morde o sapato'. A gente ria, mas por dentro era um saco. Ainda assim, ele me abraçava mais forte quando eu chegava.

  • Mariana Oliveira

    É de extrema importância ressaltar, com a devida formalidade, que a deterioração cognitiva associada à demência de Alzheimer exige uma abordagem multidisciplinar, que inclua neurologistas, fonoaudiólogos e psicólogos clínicos, de modo a garantir a manutenção da dignidade humana do paciente.

  • Lizbeth Andrade

    Minha mãe cuida da minha avó há 6 anos. Ela esquece o nome dela toda hora, mas ainda lembra como fazer pão de queijo. Aí ela pega a massa e fala: 'você tá vendo isso? Isso aqui é amor em forma de farinha'. Não tem terapia que cure isso.

  • Guilherme Silva

    Ou seja, o Alzheimer é tipo o Wi-Fi do cérebro: fica conectando e desconectando sem aviso. E aí você tá falando de um assunto importante e ele lembra daquele cachorro que morreu em 1987. 🤷‍♂️

  • claudio costa

    em portugal também é assim meu tio já não sabe dizer o nome do presidente mas ainda canta o hino nacional de cor

  • Paulo Ferreira

    ISSO É O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ NÃO TORNA O BRASIL UMA POTÊNCIA CIENTÍFICA. SE TIVESSEM INVESTIDO MAIS EM PESQUISA, AGORA NÃO TINHAMOS QUE CHORAR NO HOSPITAL COMO UM MONTÃO DE FRACOS. #BRASILMAISFORTE

  • maria helena da silva

    É interessante observar, sob a ótica da neuroplasticidade e da neurociência cognitiva, que mesmo na presença de uma degeneração progressiva das áreas de Broca e Wernicke, os circuitos límbicos associados à memória emocional permanecem relativamente preservados, o que justifica a persistência de respostas afetivas mesmo na ausência de reconhecimento semântico.

  • Tomás Jofre

    e o que eu faço com o meu pai que agora acha que é o Batman? 😅

  • Anderson Castro

    a literatura clínica aponta que a estimulação cognitiva estruturada e a terapia de reminiscência são intervenções de baixo custo e alta eficácia na manutenção da funcionalidade comunicativa, especialmente quando integradas à rede de apoio familiar

  • Sergio Garcia Castellanos

    não desiste nunca o que importa é estar ali mesmo que ele não lembre seu nome

  • Gabriel do Nascimento

    Seu avô é um exemplo de fraqueza. Se fosse um homem de verdade, ele não deixaria o corpo dele vencer a mente. Isso é falta de caráter. Você deveria ter feito ele fazer academia e tomar remédio de verdade.

  • Mariana Paz

    isso tudo é propaganda da indústria farmacêutica pra vender remédio caro. na minha infância ninguém tinha alzheimer porque ninguém comia glúten e nem tomava refrigerante

  • lucinda costa

    quando minha mãe perdeu a palavra 'casa' ela passou a dizer 'o lugar onde a gente dorme e come'... e eu chorei porque era mais lindo que qualquer dicionário

  • Genilson Maranguape

    é importante lembrar que a comunicação não é só palavras tem o olhar o toque o silêncio e às vezes o silêncio fala mais que tudo

  • Allan Majalia

    a neurodegeneração do lobo temporal anterior induz uma disfunção na rede de saliência que compromete a integração sensorial multissecular e a metacognição linguística, o que explica a fragmentação semântica observada nos estágios moderados da doença

  • Wanderlei Santos

    meu tio agora chama a neta de 'filha da minha irmã' e acha que ela é a mulher que ele namorou em 1972... mas ele ainda canta pra ela no banho e ela adora. é louco mas é lindo

  • Eidilucy Moraes

    E VOCÊS NÃO VEEM QUE ISSO É TUDO PORQUE A SOCIEDADE NÃO CUIDA DOS IDOSOS?! ISSO É CRIME! ELES SÃO TRATADOS COMO LIXO! E EU NÃO VOU ME CALAR! #ALZHEIMERNAOÉNORMAL

  • Suellen Boot

    E EU SÓ QUERO SABER: POR QUE NINGUÉM FAZ UMA CAMPANHA COMO 'NÃO SEJA UM ALZHEIMER'? PORQUE NÃO TEMOS NENHUMA RESPONSABILIDADE? PORQUE NÃO TEMOS NENHUMA LEI QUE OBRIGUE OS FILHOS A VISITAR OS PAIS? EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO!!!

  • Nelia Crista

    você não sabe o que está falando. estudos recentes da Universidade de Lisboa demonstram que a progressão da doença é diretamente proporcional à exposição a poluentes urbanos e à falta de estímulos culturais. Portanto, isso é culpa da sua cidade, não da genética.

  • Luiz Carlos

    o que importa mesmo é que ele ainda sorri quando você chega. mesmo sem lembrar seu nome. mesmo sem lembrar o que falaram ontem. o amor não precisa de palavras pra existir

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